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Entrevista do Presidente, Casimiro Pereira ao Diário Minho

11/Junho/2004



Associação precisa de uma sede

”Amigos de S. Domingos” recuperam fogueiras de S.to António


A Associação Recreativa, Cultural, Desportiva e Social “Amigos de S. Domingos – S. Vítor” vai recuperar, no próximo ano, uma das tradições da freguesia, que, entretanto, se perdeu no tempo – as fogueiras de Santo António.
A iniciativa vai ser integrada no encontro anual da associação, que, em 2005, decorrerá ao longo de dois dias. O convívio, missa, romagem ao cemitério mantêm-se no dia 10 de Junho. O dia 11, será dedicado às fogueiras de Santo António.

Segundo Casimiro Pereira, esta é uma forma de recuperar um acontecimento, que faz parte da história de S. Vítor e que importa manter e a perpetuar, em nome da identidade local.

Neste momento, “Os Amigos de S. Domingos – S. Vítor” procuram um espaço-sede.

Casimiro Pereira adianta que estão em vista dois edifícios na rua de S. Domingos, um dos quais setecentista e pertence à Câmara Municipal.

Por isso, os responsáveis pela associação vão consultar Mesquita Machado para saberem quais as possibilidades de cedência do imóvel. Casimiro Pereira espera merecer o apoio da autarquia.

As obras de recuperação das instalações ficarão a cargo dos associados, que nos tempos livres podem proceder às necessárias reparações.

A pensar no futuro e na curva descendente da vida, Casimiro Pereira diz que o edifício deverá ter um local para centro de dia. Um projecto acalentado há algum tempo, mas que está dependente de outros.

Actualmente, a associação tem mais de cem membros, mas as expectativas são para aumentar. Nesse sentido, está em curso uma campanha de angariação de sócios.

Inicialmente, o movimento era constituído exclusivamente por homens. Hoje, já há inscrições no feminino, embora os objectivos passem pelo alargamento a gente de todas as idades, residentes, naturais ou com familiares na freguesia.

O intercâmbio de gerações é também uma das intenções da associação, que está a dar os primeiros passos na realização de actividades que unam os habitantes e amigos da freguesia e os caracterizem e distingam, a nível cultural.

Em termos sociais, a finalidade é criar respostas para a problemática da terceira idade, mas que envolvam todas as camadas etárias.

Ontem, os associados concretizaram mais um encontro. Pelas 9h00, assistiram a uma eucaristia pelos amigos falecidos. No final, rumaram ao cemitério, passando pelo Seminário da Tamanca, para uma homenagem a S. Domingos.

Por volta das 11h00, teve lugar um jogo de futebol. Seguiu-se um almoço de confraternização. Pelas 17h30, iniciou-se um grande arraial minhoto, em frente à igreja paroquial, que contou com a actuação do Rancho Folclórico de Palmeira, Azeituna e grupo de Guitarras de Manuel Lima, com vários fadistas convidados.
[11/06/2004 – 09:25] [Elisabete Carvalho ]


Entrevista do Presidente, Casimiro Pereira ao Diário Minho

13/Dezembro/2006



“Amigos de S. Domingos” querem abrir centro de dia



A Associação Recreativa, Cultural, Desportiva e Social “Os Amigos de S. Domingos – S. Vítor” vai pedir à Câmara de Braga a cedência de um edifício do município para ali abrir um centro de dia e a sua sede. O anuncio foi feito ontem pelo porta-voz da comissão instaladora no final da assinatura da escritura pública da associação, no 2.º Cartório Notarial de Braga.
Casimiro Pereira deu conta que em frente à Igreja de S. Vítor existe um prédio antigo, muito degradado, que poderia servir os objectivos da Associação.

Com a associação reconhecida juridicamente, a comissão instaladora vai agora reunir com os asso-ciados para traçar um plano de acção e preparar as primeiras eleições. Só depois de empossados os corpos gerentes, a direcção que vier a ser eleita poderá avançar com projectos.

«Para já não está definido nada em concreto, mas há muitas ideias no ar e o centro de dia e a sede são os principais projectos», disse Casimiro Pereira, ele que é perfilado como o futuro presidente da Associação.

O grupo “Os Amigos de S. Domingos” foi fundado em 10 de Junho de 1995, com o objectivo de não deixar esquecer a tradição da “sopa da tamanca”.

Nestes oito anos de existência, a suas actividades centraram-se quase exclusivamente na preparação e realização do seu encontro anual, no dia da fundação.

A partir daqui, prometem «planos mais amplos» e o início dos contactos com a autarquia bracarense para que nos próximos anos a sede e o centro de dia possa ser uma realidade.

Os “Amigos de São Domingos”, que se reúnem actualmente numa pequena sala cedida pela Junta de Freguesia de S. Vítor, afirmam que começam a sentir necessidade de um espaço de convívio digno para os seus associados e outras pessoas da freguesia.

A principal razão que os levou a constituir a associação foi o facto de com isso poderem candidatar-se a subsídios e apoios financeiros.

Porta aberta a novos associados

A associação conta com cerca de 150 sócios, os mesmos que faziam parte do Grupo de Amigos, mas estão abertos à entrada de mais pessoas de S. Vítor e até de outras freguesias do concelho. «Se alguém de fora da freguesia quiser ser sócio da associação, teremos todo o gosto em acolhê-lo», disse Casimiro Pereira.

Os Amigos de São Domingos prometem, a partir de agora, reunir com mais frequência e tentar introduzir novidades nos seus encontros anuais, já que esperam receber mais apoios financeiros da população pelo facto de poderem passar recibos.

A tradição da distribuição da “sopa da tamanca” essa vai manter-se, garantem, até porque foi ela que motivou a formação do grupo.

Contam os mais velhos que, entre as décadas de 40 e de 60 do século passado, o Seminário da Tamanca (Seminário Nossa Senhora da Conceição) fornecia sopa aos pobres da rua de S. Domingos, pelo menos um vez por dia.

A sopa era levada para as casas em tachos e até em latas.

Um grupo de amigos da rua de S. Domingos, hoje na casa dos 50 anos, resolveu recordar os difíceis tempos que passaram em criança, e em 1995 constituíram um grupo, para preservar a tradição. «Foi um período das nossas vidas que passamos mais ou menos juntos, sempre com amizade, e queremos preservar isso até ao fim dos nossos dias», recordam.

Passados oito anos da criação do grupo, decidiram avançar com a formalização de uma associação, com estatutos e reconhecimento jurídico.

A escritura foi assinada ao princípio da tarde de ontem no 2.º Cartório Notarial de Braga, na avenida Central, por seis sócios-fundadores.

De acordo com os estatutos, a associação está vocacionada para a promoção de eventos recreativos, culturais, desportivos e sociais, sem fins lucrativos.

Ficou estipulada que cada sócio pagará uma quota anual de cinco euros, sendo o valor da jóia de entrada do mesmo valor.
[13/12/2003 – 11:34] [Jorge Oliveira]


Notícia no DM

13/Dezembro/2003



Duas associações querem construir creche e centro de dia

Braga precisa de novos equipamentos sociais

Duas associações de Braga estão dispostas a criar equipamentos sociais que dêem respostas aos problemas da infância e da terceira idade. A Associação Famílias quer envolver a sociedade civil na construção de uma creche com capacidade para 50 ou 60 crianças, num terreno que a Câmara lhe cedeu no Areal de Cima. Por seu turno, a Associação Recreativa, Cultural, Desportiva e Social “Os Amigos de S. Domingos – S. Vítor”, que ontem foi formalizada com a assinatura da escritura pública, considera que é necessário abrir um centro de dia.
[13/12/2003 – 11:50]


Entrevista do Presidente, Casimiro Pereira ao Diário Minho

11/Junho/2006



Projecto de estatutos e regulamento já estão prontos

Amigos de S. Domingos e S. Vítor constituem associação


O movimento Amigos de S. Domingos e S. Vítor vai transformar-se numa associação, revelou ao Diário do Minho, um dos responsáveis pela ideia. Casimiro Pereira referiu ainda que o projecto de estatutos e o regulamento interno da futura associação já foram elaborados e, de alguma forma, aprovados em várias reuniões que se foram desenvolvendo ao longo dos últimos meses.

Ontem, tal como em anos anteriores, foi organizado mais um encontro dos Amigos de S. Domingos e
S. Vítor, que vai na sua oitava edição. Essa foi também uma oportunidade para que muitos daqueles que nasceram e viveram em locais típicos da freguesia de S. Vítor, como é o caso da Rua de S. Domingos, revissem companheiros de infância e amigos da juventude.
Durante o convívio, os responsáveis aproveitaram também para trocarem impressões sobre o futuro do movimento quando este se converter numa associação.
«Com uma associação seremos mais facilmente reconhecidos na sociedade e conseguiremos obter mais apoios e concretizar projectos», justificou Casimiro Pereira.

Aquele representante do movimento adiantou que está no horizonte da futura associação uma dimensão marcadamente social. «Temos muitas pessoas que se encontram na casa dos 50 anos de idade e que, por isso, já pensam na etapa da sua vida, pós-reforma», sublinhou o mesmo responsável. Por esse motivo, um dos sonhos que sustenta o projecto de criação da associação é poderem construir um Centro de Dia ou mesmo um Lar de Terceira Idade.

A formação da associação está muito adiantada, pelo que, em breve deverá ser constituída uma comissão instaladora que terá por tarefa registar a associação, aprovar os estatutos e realizar as primeiras eleições para a direcção.
Para já, foi constituído um grupo de trabalho que se tem debruçado naquilo que deverão ser os propósitos da associação. No entanto, ao longo dos trabalhos também foram surgindo algumas discordâncias. Casimiro Pereira garante que os desacordos se fundamentavam na forma como era conduzido o movimento. Contudo, agora parece que esses percalços foram ultrapassados e a associação vai mesmo avançar.

«Espero que o próximo convívio, para o ano, já seja organizado pela direcção da associação e não por um grupo de amigos como aconteceu até hoje», afirmou Casimiro Pereira.
Aquele responsável espera também que, depois de criada a associação, esta consiga uma sede própria. Até ao presente, o movimento dos Amigos de S. Domingos e S. Vítor ocupam um espaço cedido pela Junta de Freguesia de S. Vítor, mas os responsáveis afirmam contar com o apoio da Câmara de Braga para, de futuro, terem a sua própria sede.

«Somos originários de uma geração de gente humilde, que ainda se alimentou da Sopa da Tamanca, mas que, por isso mesmo, também sabemos dar o verdadeiro valor à solidariedade, que é o que queremos garantir para o futuro», rematou Casimiro Pereira.
Por parte da Junta de Freguesia de S. Vítor há toda a abertura para continuar a apoiar o movimento. Firmino Marques sublinhou que a acção dos Amigos de S. Domingos e S. Vítor serve para «a fixação das pessoas à terra onde nasceram e para a preservação de um espírito secular que se vive ainda hoje nas ruas seculares da freguesia».
Tal como já é tradição, os Amigos de S. Domingos e S. Vítor aproveitaram o feriado do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, para conviverem.

Num acto simbólico, o grupo de uma centena de amigos quis agradecer ao Seminário de Nossa Senhora da Conceição o facto de tantas vezes lhes ter matado a fome, nas décadas de 40 e 50, com a chamada “Sopa da Tamanca”. Os tempos eram difíceis e muitos tinham de recorrer frequentemente à caridade do seminário.
Depois de participarem na missa de sufrágio pelos amigos falecidos, na Igreja Paroquial de S. Vítor, o grupo rumou ao cemitério para lembrar os amigos e familiares já falecidos e, durante o almoço convívio, reviveram os velhos tempos.
Em frente à residência paroquial de S. Vítor, o grupo terminou o convívio com um pequeno arraial minhoto, animado por artistas da terra e com o Rancho Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio.
[11/06/2003 – 09:05] [Álvaro Magalhães]