XI Encontro Anual dos Amigos

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Realizou-se em 10/06/2006, mais uma encontro anual de amigos. Como sempre, a participação foi excelente, sendo de salientar a vinda de amigos de vários pontos do país e do estrangeiro, nomeadamente de Sines, Viana Castelo, França, E.U.A. etc.

Foi gratificante para todos os que se envolveram na realização e participaram neste encontro, receber mais alguns amigos “extraviados” , que após trinta anos ou mais, pudemos rever, aproveitando para acrescentar mais um capítulo ao almanaque das memórias. Foi o caso do Barroso, conhecido pelo seu passo impávido e sereno, fizesse chuva ou sol. Também participou pela primeira vez o Coutinho, cuja filosofia de vida andava sempre um pouco avançada em relação á maioria de nós, sendo talvez o primeiro “hippie” que conhecemos, para além de ter sido um excelente jogador de futebol do Centro de Recreio

Entretanto, o encontro iniciou-se como é costume, com a chegada a conta-gotas dos participantes, ao adro da igreja de S. Vítor. Após os cumprimentos da praxe e alguns piropos, deu-se início ao programa delineado, começando com a missa, onde foi prestada a homenagem a Monsenhor Ferreira da Silva, nosso Sócio Honorário nº1 .

Nesse sentido, foi entregue á paróquia através do Padre José Carlos, depois de lido pelo presidente Casimiro Pereira, o pergaminho com o enaltecimento do homenageado, juntamente com o quadro  honorifico, feito em linho e bordado á mão. (Aproveitamos para enaltecer e agradecer, o trabalho magnífico efectuado gratuitamente pelas “bordadeiras”, que participam nos trabalhos artesanais que se realizam na Junta de Freguesia).

Depois da fotografia de grupo para a posteridade, foi iniciada a romagem em grupo até á imagem de S. Domingos, na Tamanca, onde foi depositado um ramo de flores, bem como as latas, cujo significado foi uma vez mais relembrado pelo Vítor “Casqueiro”, aos mais novos que felizmente, não passaram pela necessidade que alguns tiveram na altura, de ter muitas vezes como única refeição, a sopa da Tamanca.

Posteriormente, rumou-se ao cemitério para prestar a Homenagem póstuma ao Tábio, na presença de um familiar, a quem foi entregue uma lápide, simbolizando o apreço que todos os amigos nutriam pelo nosso amigo .

Seguidamente foi feita uma romagem ao cemitério de Gavião – V. N. Famalicão, para homenagear no local em que se encontra sepultado,  Monsenhor Ferreira da Silva.

Na presença de familiares, foi colocada igualmente uma lapide, tendo o Casimiro referido que esta  não era mais do que uma singela homenagem, tendo em conta a grandeza do Homem e Clérigo que muito nos tocou a todos.

Na ocasião, o seu sobrinho Serafim, emocionado,  agradeceu o gesto e com a voz embargada referiu que, quem melhor conheceu e melhor pode falar sobre Monsenhor Ferreira da Silva, são as gentes de S. Vítor a quem ele dedicou e serviu uma boa parte da sua vida.

De regresso a Braga, foi dado inicio ao almoço de confraternização, realizado na Quintinha Girassol em Celeiros, no qual participaram muitas dezenas de amigos. O almoço foi animado com a presença do Lino, á viola e voz, juntamente com o cunhado e o gravador,  nos playback’s. Houve ainda a participação do Casimiro nos fados e viola,  e numa desgarrada amena em que participou também o Marría.

Depois de esgotados os líquidos, foi feita a debandada progressivamente, para um breve descanso do estômago, pois, por volta das oito e meia da noite tinha inicio o arraial popular.

Ao cair da tarde como estava previsto, iniciou-se o arraial popular, no qual participaram várias centenas de pessoas incluindo, amigos, vizinhos, familiares e desconhecidos.

A todos foi distribuído gratuitamente, o tradicional caldo verde, sardinha assada, fêveras na brasa e toda a espécie de líquidos para refrescar as gargantas, pois, as cordas vocais neste dia, são muito utilizadas para actualizar a conversa sobre um ano de afastamento.

De referir que, a realização do arraial popular só é possível, devido á generosidade dos Nossos Patrocinadores, a quem uma vez mais agradecemos o contributo que nos deram.

A abrilhantar o arraial, tivemos a participação do Rancho de Sequeira, com os seus cantares tradicionais, e cujo desempenho arrastou muitos para um pezinho de dança, embora o P.I. de alguns, já se faça sentir nestas alturas.

A encerrar a parte musical, tivemos a “Azeituna” Tuna de Ciências da U.M., que com o seu ar descontraído e alegre desfiou um rol de músicas que continuam a ser cantaroladas por muita gente e, contribuindo dessa forma, para a boa disposição de todos os participantes, que durante a actuação, não regatearam aplausos de apreço.

Findo o XIº Encontro Anual dos Amigos, esperamos que tenha sido do agrado de todos, a forma como decorreu este dia, que por ser diferente e ter o condão de reunir pelo menos uma vez por ano muitos amigos, se mantenha até á eternidade, com a certeza de que para o ano, se nos for possível, ainda faremos melhor. Para isso, no dia 11/06/2006, começamos a trabalhar no encontro do próximo ano. Até lá.